quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista

por Maria Clara

Hadley é uma jovem garota que precisa viajar, sozinha, dos Estados Unidos para a Inglaterra. Ao se atrasar quatro minutos e perder o voo, ela acaba presa no aeroporto, onde conhece Oliver. Britânico e charmoso, ele começa a conversar com a garota e se torna um companheiro na espera do próximo avião - onde, coincidentemente, se sentam lado a lado.

Enquanto viajam, os personagens do livro de Jennifer E. Smith contam suas vidas um ao outro e criam uma frágil relação: enquanto o avião estiver no ar, eles são amigos com esperança de um romance. Depois de aterrissarem, porém, cada um segue seu caminho: Oliver tem um compromisso em uma igreja. Hadley precisa enfrentar o ressentimento pelo pai estar se casando com outra mulher.

"A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista" parte do breve encontro entre os protagonistas para as dificuldades que ambos têm em suas famílias, conduzindo o leitor por uma história rápida, leve e romântica - do tipo ideal, ironicamente, para ser lida durante uma viagem de avião.

"A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista" foi publicado pela editora Galera Record. Para adicioná-lo à sua estante no Skoob, clique aqui.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O Diamante

por Maria Clara

Quando o hábito do homem dar à mulher um anel de diamante para marcar o início do noivado foi transformado em tradição, coube à publicitária Frances Gerety criar uma campanha que implantasse esse costume na sociedade. Funcionária da agência Ayer e responsável pela conta da joalheria De Beers, ela escreveu o slogan "Um diamante é para sempre" e transformou essas pedras preciosas em um ideal de prova de amor indispensável para a felicidade conjugal.

Partindo da trajetória profissional de Frances (que existiu de verdade), J. Courtney Sullivan escreveu "O Diamante". O terceiro livro da autora aborda a relação de homens e mulheres com os aneis de noivado e a vida matrimonial em épocas diferentes.

Além de Frances, outros quatro protagonistas são apresentados: Evelyn, uma senhora que não aceita o divórcio do filho; James, paramédico que sonha em dar uma vida melhor à família; Delphine, que abandonou o marido por outro homem e sofreu uma decepção; e Kate, cuja opinião forte sobre matrimônio e exploração em minas de diamantes (entre outros assuntos) é evidenciada no dia do casamento do primo.

As cinco histórias são independentes entre si, mas colaboram umas com as outras para criar um panorama da importância do anel de noivado - especificamente nos Estados Unidos, já que os brasileiros têm o costume de comprar alianças tanto para o homem quanto para a mulher. O que se percebe na narrativa é que o diamante se torna uma representação de tudo o que os personagens esperam e pensam da vida dali em diante.

Como as histórias são contadas de forma intercalada, é inevitável que haja interrupções e que o livro fique mais lento em algumas partes. Porém, à medida que o leitor conhece mais sobre os personagens, a leitura se torna mais prazerosa. Embora não seja um livro considerado imperdível, "O Diamante" satisfaz os leitores que conquista.

"O Diamante" foi publicado pela editora Novo Conceito. Para adicioná-lo à sua estante no Skoob, clique aqui.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O Para Sempre de Ella e Micha

por Maria Clara

Em "O Segredo de Ella e Micha", Jessica Sorensen apresentou o casal de protagonistas que tentam superar dramas do passado para ficar juntos. No segundo livro da série, a autora dá continuidade ao relacionamento dos jovens, que tentam manter um namoro à distância.

"O Para Sempre de Ella e Micha" mostra a garota, de volta a Las Vegas, dando seguimento aos estudos e ainda dividindo o alojamento da faculdade com a amiga Lila. Ella passou a se consultar com uma psicóloga para superar a perda da mãe, e começa a trabalhar a ideia de se reconciliar com sua família e seu passado. Micha, enquanto isso, investe em sua carreira artística. O rapaz se tornou vocalista e guitarrista da banda de uma amiga, e passa os dias viajando para se apresentar.

Conversando apenas por telefone e se encontrando só quando é possível, os dois sofrem com a separação física e o medo do relacionamento não funcionar. Além disso, tanto Micha quanto Ella começam a se preocupar com ciúmes.

Além de se apoiar no amor que sentem um pelo outro para lidar com esses problemas, os jovens - Ella, principalmente - buscam forças no namoro para melhorar a relação que têm com suas respectivas famílias. Eles não vivem, porém, centrados apenas em seu relacionamento. Ethan e Lila, melhores amigos dos protagonistas, ganham espaço no livro, criando dúvidas sobre outro possível casal na história.

"O Para Sempre de Ella e Micha" foi publicado pela Geração Editorial. Para adicioná-lo à sua estante do Skoob, clique aqui.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Incendeia-me

por Maria Clara


A série distópica criada por Tahereh Mafi que começou com "Estilhaça-me" chegou ao fim com a publicação de "Incendeia-me", último volume da trilogia (que ganhou dois livros extras ao longo do caminho). Nesse último volume da história, é hora da protagonista Juliette Ferrars enfrentar definitivamente o Restabelecimento, entidade que controla o poder político de forma opressiva e ditatorial.

O livro traz Juliette mais forte, consciente de suas habilidades e disposta a fazer o que for preciso para vencer. Depois de quase ser assassinada, a garota passa a morar com Warner e aceita ajudá-lo em seus objetivos comuns - matar o pai dele, principal líder político. Além disso, se reencontra com os amigos que fez enquanto estava no Ponto Ômega e com o ex-namorado, Adam.

O estilo de Tahereh Mafi é mantido em "Incendeia-me". Apesar dos strike outs não serem mais utilizados (já que, agora, a protagonista compreende e aceita suas sensações e pensamentos), a velocidade da narrativa é a mesma que marcou outros títulos da série. Os capítulos curtos ajudam a separar a ação de acordo com o impacto de cada acontecimento ou revelação. A maneira de pensar de Juliette, sem vírgulas e com frases repetidas, continua a dar o tom da tensão em que a garota se encontra.

Outros personagens da trama também recebem a devida atenção. Kenji, agora reconhecidamente o melhor amigo da protagonista, mostra mais profundidade sem perder o tom de comediante - o próprio lado "engraçado" do rapaz durante a guerra é abordado em um diálogo. Adam se torna mais dramático e propenso a conflitos, enquanto Warner continua a se expor completamente em suas cenas com Juliette, revelando mais sobre sua personalidade e sua história (indo além do que foi contado em "Destrua-me").

Tendo que se preocupar em vencer uma guerra e resolver sua vida sentimental, Juliette cresce ainda mais durante a trama. Se em "Liberta-me" ela precisa que Kenji lhe dê um choque de realidade para se interessar pelo que acontece ao seu redor, "Incendeia-me" mostra a adolescente, sozinha (embora com alguma ajuda de Warner e do próprio Kenji), percebendo a imensidão de suas capacidades.

Ela também reconhece sua posição de liderança no conflito, ajudando na elaboração de planos de ataque e pensando em como organizar a sociedade no futuro. Na área sentimental, a garota segue como responsável por definir o destino do triângulo amoroso que forma com Adam e Warner.

"Incendeia-me" é uma bela conclusão para a trama. Tahereh Mafi conseguiu, durante toda a história, mostrar a evolução de cada personagem e manter um enredo envolvente, culminando em um final que reafirma a qualidade do trabalho da escritora.

"Incendeia-me" foi publicado pela editora Novo Conceito. Para adicioná-lo à sua estante no Skoob, clique aqui.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A Máquina de Contar Histórias

por Samira


Vinícius Becker é um escritor best-seller que, com uma carreira literária agitada, acabou por se distanciar do convívio familiar. Na noite em que sua mulher, Viviana, falece sozinha em um hospital, ele está distante, no lançamento de mais um livro; consegue chegar a tempo de acompanhar o enterro, mas logo percebe que algo mais não vai bem.

Valentina, a filha mais velha, transparece os sentimentos de uma jovem que se sentiu abandonada pelo pai no momento em que mais precisava dele; Vida, a mais nova, ainda não possui a noção dos fatos, o que pode ajudar Vinícius a não deixá-la perceber o quanto ele foi ausente.

Neste momento, o protagonista percebe a necessidade de reconquistar o amor das filhas e se fazer presente, mesmo que isso lhe custe ignorar compromissos profissionais. Como autor, ele vive na eterna busca pelos parágrafos perfeitos; como pai, anseia que, ​daquele ponto em diante, a história da família V seja tão boa quanto a dos seus livros.

A obra de Maurício Gomyde é emocionante; uma história a ser lida do começo ao fim, em algumas horas. Confira um trecho do livro.


"A Máquina de Contar Histórias" foi publicado pel​a Editora Novo Conceito. Para adicioná-lo à sua estante no Skoob, clique aqui.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O Menino dos Fantoches de Varsóvia

por Maria Clara

Mika Hernsteyn é um sobrevivente da Segunda Guerra Mundial. Judeu polonês, ele enfrentou várias dificuldades até chegar aos Estados Unidos - onde, vários anos depois, conta sua história para o neto Danny. Este é o ponto de partida de "O Menino dos Fantoches de Varsóvia", primeiro livro de Eva Weaver.

Pouco antes da guerra chegar a Varsóvia (cidade natal do protagonista), o avô de Mika compra um sobretudo que terá grande importância na trama. Pela adição de bolsos internos, ele se torna uma forma de evitar que objetos de recordação, como cartas e fotos, sejam destruídos pelos soldados alemães. Quando seu avô morre, Mika herda o casaco e um ateliê de fantoches até então desconhecido em um quarto da casa. É a partir desse momento que a relação do garoto com a realidade da guerra se torna mais intensa.

Mika dá seguimento à confecção de fantoches, e começa a usá-los para entreter os outros judeus, levando alguns minutos de conforto à família e às crianças de um orfanato. Aos poucos, os fantoches passam a ser usados como uma forma de interagir com a dura situação, e parecem ganhar força própria, incentivando o garoto a fazer todo o possível para resistir à violência e à morte que cercam todos os personagens.

Um dos fantoches, representando um príncipe, é o que ganha mais destaque e marca uma transição no romance. Ele passa das mãos de Mika para as de Max, soldado alemão que é enviado para uma prisão na Sibéria quando a guerra acaba. Nesta segunda parte do livro, o sofrimento de Max estabelece um paralelo com a maneira com que os judeus eram tratados - ele mesmo começa a repensar sua conduta durante o confronto.

O príncipe leva seus donos (Mara, filha de Max, herda o fantoche do pai) a questionar o Nazismo e o que poderia ser feito para salvar vidas durante a guerra, além de mostrar o ponto de vista alemão. As ações de Hitler não aparecem no enredo - o próprio führer quase nunca é mencionado. A partir da experiência de um homem que cumpria ordens e de uma moça que, mesmo tendo nascido depois do conflito, se sente culpada pelas mortes, Eva Weaver cria uma narrativa melancólica que, unindo-se ao enredo esperançoso da primeira parte, faz do livro uma obra de qualidade e uma amostra da destruição que a Segunda Guerra Mundial trouxe para a vida de cada pessoa.

"O Menino dos Fantoches de Varsóvia" foi publicado pela editora Novo Conceito. Para adicioná-lo à sua estante no Skoob, clique aqui.
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