terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Websérie: The Lizzie Bennet Diaries

por Maria Clara

Quem é fã de Jane Austen ou do romance "Orgulho e Preconceito" e gosta das adaptações da obra (como as que foram feitas para a TV e o cinema) pode se interessar pela websérie The Lizzie Bennet Diaries. Apresentada como um vlog e postada no Youtube, ela mostra a história sob o ponto de vista da protagonista Elizabeth. O enredo original, ambientado na Inglaterra em 1813, é transportado para os Estados Unidos de hoje.

Lizzie, rodeada por Charlotte, Lydia e Jane

A série começou em abril de 2012, e quase todos os personagens aparecem nos vídeos. Além de Lizzie e suas duas irmãs (Lydia e Jane. Mary foi transformada em prima, e Kitty se tornou a gata de estimação de Lydia - o que realmente combina com a relação das garotas no original), a amiga Charlotte aparece sempre. Os pais de Lizzie são interpretados pelas filhas, já que não sabem da existência do vlog.
 
O mesmo acontece com Bingley (aqui chamado de Bing Lee) e sua irmã Caroline, e com William Darcy, Georgiana, Fitzwilliam e Mr. Collins. Depois de alguns episódios, porém, eles deixam de ser interpretados pelas irmãs Bennet e realmente participam dos vídeos.

Lizzie é interpretada por Ashley Clements - que, assim como o resto do elenco, não é muito conhecida. A atuação de Mary Kate Wiles como Lydia, porém, é o ponto alto da websérie. É graças ao trabalho da atriz que percebemos a riqueza da personagem.

 
Várias redes sociais
 
Uma característica interessante de The LBD, como alguns fãs abreviam o nome, é a forma de contar a história em diferentes plataformas digitais. Além do Youtube, os vídeos de Lizzie também estão reunidos no Tumblr da garota. Os telespectadores também podem acompanhar tudo pelo Facebook e pelo Twitter de cada personagem, deixando mensagens e comentários como se eles fossem reais.

 
Outros pontos de vista
 
Lizzie não é a única que possui um vlog. Gigi Darcy e Maria, irmã de Charlotte, também postam vídeos em canais próprios. O spin-off que recebe mais atenção, porém, é o de Lydia Bennet.
A relação de Lydia com sua prima Mary e com George Wickham, apenas mencionada no livro de Jane Austen, é amplamente explorada no canal da garota. Sua própria personalidade aparece mais, mostrando que a Bennet mais nova é, na verdade, bastante simpática e parecida com algumas jovens de hoje.
A história, de acordo com o que acontece no livro, está se aproximando do final - mas todos os episódios continuam na internet. Ela pode ser acompanhada desde o início no canal de Lizzie, já que cada vídeo indica qual é o próximo (indicando, inclusive, os outros canais, para que ninguém se perca).
 
Para quem se interessou, segue o episódio de abertura (em inglês):

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Charlotte Street

por Maria Clara


Jason Priestley é um ex-professor, atual crítico de cultura em um jornal pequeno, que nunca teve muito interesse em um futuro promissor ou na própria profissão. Ele divide apartamento com um amigo, e sua única preocupação é acompanhar (pelo Facebook) a vida sentimental de Sarah - ex-namorada que ele ainda não superou. Certa noite, na rua Charlotte Street, ele ajuda uma desconhecida a entrar em um táxi e, sem querer, fica com a máquina fotográfica descartável da moça.

Depois de ver as fotos que estavam na câmera, ele passa a procurar pela garota, ao mesmo tempo em que sua vida começa a mudar (tanto na área profissional quanto no relacionamento com os amigos). É aí que a história se torna mais envolvente, a cada novo passo que o protagonista dá em direção à desconhecida e a uma nova vida que o inspire a ter responsabilidades.

O romance de Danny Wallace é leve e interessante. Os personagens são pessoas comuns, com problemas comuns, sem passar para o leitor a sensação de que o enredo seria impossível na vida real. Além disso, não se trata apenas de uma história de amor: Jason realmente cresce ao longo da trama, e é possível ver como ele amadureceu com todos os acontecimentos de sua vida. O livro é uma boa escolha para quem quer momentos divertidos e românticos.


"Charlotte Street" foi publicado pela editora Novo Conceito. Para adicioná-lo à sua estante no Skoob, clique aqui.  

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

2013: o ano do bicentenário de "Orgulho e Preconceito"

por Maria Clara

Entre os livros escritos pela inglesa Jane Austen, como "Emma" e "Razão e Sensibilidade", talvez o mais famoso seja "Orgulho e Preconceito". Ao longo dos anos, o romance foi publicado por diversas editoras, além de inspirar adaptações para a televisão e o cinema. Esse ano, comemora-se o bicentenário da primeira publicação da obra, lançada em 1813.
 
"Orgulho e Preconceito" narra a história de Elizabeth, uma das cinco filhas da família Bennet. Assim como suas irmãs, ela tem que conviver com a obsessão da mãe em promover casamentos com rapazes ricos - a diferença é que a protagonista afirma que só se casará por amor.

Quando uma casa das redondezas é alugada por Mr. Bingley,  a família Bennet passa a se movimentar em torno de um possível casamento entre o recém-chegado e Jane, irmã mais velha de Elizabeth. Com ele, vem também William Darcy, cuja personalidade desagrada Elizabeth profundamente - desnecessário dizer que, mesmo com as diferenças, eles formarão um casal.

Na minissérie da BBC, em 1995, Colin Firth era William Darcy

É com esse enredo que Austen mostra uma visão sobre o casamento, diferença entre classes e mesmo o poder feminino de não escolher um marido baseando-se apenas em convenções sociais. A protagonista tem opiniões não só sobre o tipo de homem que pretende ter como marido, mas também sobre os relacionamentos das irmãs.

É óbvio que, depois de duzentos anos, a sociedade já está bem diferente da época em que o livro foi publicado. Mesmo assim, é possível se identificar com alguns personagens, como Elizabeth, uma de suas irmãs, sua amiga Charlotte e, por que não, com William Darcy. Graças a isso, o romance chegou a 2013 como uma das histórias de amor mais conhecidas, e com uma autora prestigiada em todo o mundo. Um clássico da literatura que ainda deve fazer sucesso por várias outras gerações.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Lola e o Garoto da Casa ao Lado

por Maria Clara
 
Lola Nolan é uma adolescente de 17 anos cujos principais interesses são os trajes que usa (Lola mistura vestidos excêntricos como capas de chuva, roupas feitas por ela mesma e perucas diversas) e seu namorado Max. Sua vida muda quando os antigos vizinhos, os gêmeos Cricket e Callíope  Bell, voltam a morar na casa ao lado da sua.
 
"Lola e o Garoto da Casa ao Lado" é o segundo livro da norte-americana Stephanie Perkins a ser lançado no Brasil. Assim como o primeiro ("Anna e o Beijo Francês"), ele tem uma história leve e é fácil de ser lido. Como a própria capa já promete, o enredo traz um romance - mas não é "meloso" ou cheio de clichês (a não ser que se considere a ideia de se interessar por um vizinho um clichê típico de comédias românticas).
 
O livro é agradável e bem humorado, e deve agradar quem leu o romance anterior: Anna e Etiénne, protagonistas de "Anna...", têm "participações especiais" nessa nova história. Mas se engana quem acha que se trata de uma série; não é preciso ter lido um livro para entender o outro, embora os dois sejam ótimas opções para quem quer uma história rápida e alegre.
 
 
"Lola e o Garoto da Casa ao Lado" foi publicado pela editora Novo Conceito. Para adicioná-lo à sua estante no Skoob, clique aqui.

sábado, 26 de janeiro de 2013

A Culpa é das Estrelas

por Maria Clara

Hazel Lancaster é uma adolescente de 16 anos que já teve câncer na tireoide e, agora, tem tumores nos pulmões. Mesmo sabendo que não tem muitas chances de uma vida longa, ela se recusa a aceitar a pena que os outros sentem, e encara cada acontecimento de sua vida como uma "consequência de se estar morrrendo".

Durante uma reunião com um grupo de outros adolescentes que também têm câncer, Hazel conhece Augustus Waters - um "sobrevivente". Apesar de já estar curado, o rapaz perdeu uma parte da perna por causa da doença. Convivendo com Augustus (e com o amigo dele, Isaac), a garota passa a fazer mais coisas típicas de sua idade, como sair para passear e fazer amigos.

Apesar de tratar de um tema delicado, já que a ideia da morte permeia toda a história, o romance de John Green não possui um tom de tristeza, nem de reflexões sobre a fragilidade da vida. O autor simplesmente conta a história de Hazel, como Augustus interferiu em sua vida e seu sonho de conhecer seu escritor preferido.

É lógico que, mesmo sem ser apelativo, o livro tem momentos tristes. Quando a saúde de algum personagem piora, ou quando é impossível deixar de pensar que o tempo de vida de Hazel está sempre no fim (o que mantém a garota viva é um medicamento que ainda está sendo testado), a história se torna mais comovente. Mesmo assim, é uma obra de bastante qualidade e que certamente toca os leitores.

"A Culpa é das Estrelas" foi publicado pela editora Intrínseca. Para adicioná-lo à sua estante no Skoob, clique aqui.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Anna e o beijo francês

por Maria Clara


 
Anna Olliphant é obrigada pelo pai a estudar na França. Lá, ela conhece novos amigos e, obviamente, um garoto que a interessa. O enredo pode não ser, exatamente, original (algumas leitoras podem se lembrar de "Passaporte para Paris", filme estrelado pelas gêmeas Ashley e Mary-Kate Olsen), mas a autora Stephenie Perkins soube trabalhá-lo de forma leve, romântica e agradável. 


 
A história de Perkins tem um ritmo tápido o suficiente para que o leitor admire a paisagem francesa sem se distrair completamente da narrativa - que, ao contrário da recente safra de seres como anjos e vampiros, não traz nenhum elemento sobrenatural. Nesse livro, os personagens não têm superpoderes nem enfrentam situações impossíveis. Tudo o que a protagonista enfrenta pode acontecer na vida real.

A transição entre os capítulos é uma das maiores qualidades de Perkins nesse livro. O final de cada parte é costurado ao início da próxima perfeitamente, como numa novela em que uma ação comece nos últimos cinco segundos da última cena, para se concluir no dia seguinte. Com isso, é quase impossível fechar o livro antes do fim sem ficar se perguntando "o que será que vai acontecer agora?".

O único ponto negativo de "Anna e o beijo francês" vem, infelizmente, do processo de tradução. O sentido de algumas palavras se perdeu, e é necessário ler em português, pensando inglês. Ainda assim, nada que comprometa o charme parisiense e o bom humor com que a história é contada.

"Anna e o beijo francês" foi publicado pela editora Novo Conceito. Para adicioná-lo à sua estante no Skoob, clique aqui.
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