quinta-feira, 25 de abril de 2013

O Teorema Katherine

por Maria Clara 

Na infância, Colin Singleton era considerado um prodígio. Aprendia as coisas mais rápido que as outras crianças, e tinha uma capacidade particular de formar anagramas. Outra característica marcante do rapaz é sua vida sentimental: Colin passou por 19 relacionamentos amorosos, todos com garotas chamadas Katherine.


Em "O Teorema Katherine", de John Green, encontramos o protagonista recém-formado no Ensino Médio e solteiro, sofrendo por não ser mais considerado um gênio e por ter sido dispensado pela 19ª namorada. Na tentativa de enfrentar essas decepções, o rapaz faz uma viagem de carro com o amigo Hassan. Sem destino definido, a ideia dos dois é simplesmente sair para esquecer os problemas.

John Green já havia conquistado o público brasileiro com "A Culpa é das Estrelas" (no exterior, outros três títulos do escritor já são sucesso entre os leitores). Com "O Teorema Katherine", continua tratando de jovens que, mesmo sem procurar, acabam em uma jornada de autoaceitação. É por meio da inteligência aguçada que Colin parte dos problemas amorosos e começa a pensar sua vida como um todo - chegando a uma conclusão óbvia (o próprio amigo ressalta que sua descoberta não é novidade) mas que, na história e no modo de pensar do rapaz, acaba por se mostrar uma verdadeira epifania.

Em comparação ao livro "A Culpa...", "O Teorema Katherine" tem uma carga dramática menor. Compreensível, já que enquanto Colin sofre com a dor de cotovelo, Hazel Grace tinha que lidar com um câncer e a morte sempre iminente. Ainda assim, o livro não cai em clichês de comédias românticas. É uma história simples e sem grandes sobressaltos, mas contada de maneira leve e envolvente.

"O Teorema Katherine" foi lido em inglês. No Brasil, foi publicado pela editora Intrínseca. Para adicioná-lo à sua estante no Skoob, clique aqui.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

"Romeu e Julieta" e "Em Chamas" já têm primeiro trailer divulgado

por Maria Clara

Nos últimos dias, dois filmes baseados em livros tiveram seu primeiro trailer divulgado: "Romeu e Julieta", de Shakespeare, está ganhando uma nova adaptação - dessa vez, o diretor responsável é o italiano Carlo Carlei. O casal protagonista é interpretado por Hailee Steinfeld (do remake de "Bravura Indômita") e Douglas Booth (que fez um par romântico com Miley Cyrus em "Lola").



"Em Chamas", continuação da história iniciada com "Jogos Vorazes", também já tem seu primeiro trailer. Nele, vemos o início da agitação popular em Panem depois da reviravolta que Katniss e Peeta causaram quando saíram vitoriosos da arena.


"Em Chamas" estreia nos cinemas brasileiros em novembro; "Romeu e Julieta" ainda não tem data definida para chegar ao país.

domingo, 17 de março de 2013

O Começo do Adeus

por Maria Clara

Meses depois de ficar viúvo, Aaron Woolcott passa a ser visitado pela esposa. Não é como em filmes de terror: Dorothy não veio assustá-lo, nem precisa resolver questões pendentes antes de "seguir em frente". Ela simplesmente surge, acompanha o marido ao longo do dia e, eventualmente, desaparece.
 

É com esse enredo que a norteamericana Anne Tyler fala sobre a superação da morte de alguém importante para nós. "Acompanhado" da mulher, Aaron passa pela pena que os colegas de trabalho e vizinhos sentem, pela tentativa da irmã de tomar conta do recém-viúvo e pela novidade de encontrar a casa sempre abandonada (ele e Dorothy não tinham filhos).

Aos poucos, o próprio protagonista vai analisando a forma como enfrenta os acontecimentos e as mudanças que sua vida está sofrendo. Ao contrário do que se espera em publicações com essa temática, não há mensagens religiosas nem grandes mergulhos na espiritualidade - o livro deve agradar quem, assim como Aaron, está lidando com a morte de algum amigo ou familiar. Para quem não está vivenciando uma grande perda, porém, deve ser mais difícil ser conquistado pela história.

"O Começo do Adeus" foi publicado pela editora Novo Conceito. Para adicioná-lo à sua estante no Skoob, clique aqui.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Os Homens que não Amavam as Mulheres

por Maria Clara
 
Um jornalista condenado por difamação; uma jovem investigadora tutelada pelo Estado; um patriarca atormentado por um acontecimento do passado. Esas três histórias se cruzam em "Os Homens que não Amavam as Mulheres", do sueco Stieg Larsson. O livro é o primeiro da trilogia Millennium, e mostra o jornalista Mikael Blomkvist e a hacker Lisbeth Salander investigando um crime acontecido há mais de 30 anos.
 
Com um enredo bem construído e ritmo acelerado, o romance policial é completamente envolvente. Os personagens criados por Larsson geram empatia, e não é difícil o leitor perceber que está preocupado com a situação da Millennium (revista de Mikael) ou com a relação que Lisbeth tem com seu tutor. Mas é no assassinato da jovem Harriet Vanger, que os dois se unem para investigar, que se concentra a tensão.
 
Os dois protagonistas tentam entender tudo o que aconteceu na cidade de Hedestad e em Hedeby, ilha que é o lar da família Vanger, enquanto procuram a identidade do culpado pelo desaparecimento de Harriet. O crime nunca foi solucionado pela polícia, e enquanto Mikael e Lisbeth investigam, percebem que a situação é maior e mais perigosa que eles imaginavam quando se envolveram na história.
 
O livro deu origem a um filme em 2011, dirigido por David Fincher e protagonizado por Rooney Mara e Daniel Craig. A trilogia inteira, entretanto, já havia sido adaptada para o cinema em 2009, com Noomi Rapace no papel de Lisbeth e Michael Nyqvist como Mikael. Vale a pena ler o livro antes de assistir o filme, já que alguns detalhes precisaram ser modificados na transposição para as telas - mas nada que comprometa a história ou que reduza o valor da obra de Larsson.

"Os Homens que não Amavam as Mulheres" foi publicado pela editora Companhia das Letras. Para adicioná-lo à sua estante no Skoob, clique aqui

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Websérie: The Lizzie Bennet Diaries

por Maria Clara

Quem é fã de Jane Austen ou do romance "Orgulho e Preconceito" e gosta das adaptações da obra (como as que foram feitas para a TV e o cinema) pode se interessar pela websérie The Lizzie Bennet Diaries. Apresentada como um vlog e postada no Youtube, ela mostra a história sob o ponto de vista da protagonista Elizabeth. O enredo original, ambientado na Inglaterra em 1813, é transportado para os Estados Unidos de hoje.

Lizzie, rodeada por Charlotte, Lydia e Jane

A série começou em abril de 2012, e quase todos os personagens aparecem nos vídeos. Além de Lizzie e suas duas irmãs (Lydia e Jane. Mary foi transformada em prima, e Kitty se tornou a gata de estimação de Lydia - o que realmente combina com a relação das garotas no original), a amiga Charlotte aparece sempre. Os pais de Lizzie são interpretados pelas filhas, já que não sabem da existência do vlog.
 
O mesmo acontece com Bingley (aqui chamado de Bing Lee) e sua irmã Caroline, e com William Darcy, Georgiana, Fitzwilliam e Mr. Collins. Depois de alguns episódios, porém, eles deixam de ser interpretados pelas irmãs Bennet e realmente participam dos vídeos.

Lizzie é interpretada por Ashley Clements - que, assim como o resto do elenco, não é muito conhecida. A atuação de Mary Kate Wiles como Lydia, porém, é o ponto alto da websérie. É graças ao trabalho da atriz que percebemos a riqueza da personagem.

 
Várias redes sociais
 
Uma característica interessante de The LBD, como alguns fãs abreviam o nome, é a forma de contar a história em diferentes plataformas digitais. Além do Youtube, os vídeos de Lizzie também estão reunidos no Tumblr da garota. Os telespectadores também podem acompanhar tudo pelo Facebook e pelo Twitter de cada personagem, deixando mensagens e comentários como se eles fossem reais.

 
Outros pontos de vista
 
Lizzie não é a única que possui um vlog. Gigi Darcy e Maria, irmã de Charlotte, também postam vídeos em canais próprios. O spin-off que recebe mais atenção, porém, é o de Lydia Bennet.
A relação de Lydia com sua prima Mary e com George Wickham, apenas mencionada no livro de Jane Austen, é amplamente explorada no canal da garota. Sua própria personalidade aparece mais, mostrando que a Bennet mais nova é, na verdade, bastante simpática e parecida com algumas jovens de hoje.
A história, de acordo com o que acontece no livro, está se aproximando do final - mas todos os episódios continuam na internet. Ela pode ser acompanhada desde o início no canal de Lizzie, já que cada vídeo indica qual é o próximo (indicando, inclusive, os outros canais, para que ninguém se perca).
 
Para quem se interessou, segue o episódio de abertura (em inglês):

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Charlotte Street

por Maria Clara


Jason Priestley é um ex-professor, atual crítico de cultura em um jornal pequeno, que nunca teve muito interesse em um futuro promissor ou na própria profissão. Ele divide apartamento com um amigo, e sua única preocupação é acompanhar (pelo Facebook) a vida sentimental de Sarah - ex-namorada que ele ainda não superou. Certa noite, na rua Charlotte Street, ele ajuda uma desconhecida a entrar em um táxi e, sem querer, fica com a máquina fotográfica descartável da moça.

Depois de ver as fotos que estavam na câmera, ele passa a procurar pela garota, ao mesmo tempo em que sua vida começa a mudar (tanto na área profissional quanto no relacionamento com os amigos). É aí que a história se torna mais envolvente, a cada novo passo que o protagonista dá em direção à desconhecida e a uma nova vida que o inspire a ter responsabilidades.

O romance de Danny Wallace é leve e interessante. Os personagens são pessoas comuns, com problemas comuns, sem passar para o leitor a sensação de que o enredo seria impossível na vida real. Além disso, não se trata apenas de uma história de amor: Jason realmente cresce ao longo da trama, e é possível ver como ele amadureceu com todos os acontecimentos de sua vida. O livro é uma boa escolha para quem quer momentos divertidos e românticos.


"Charlotte Street" foi publicado pela editora Novo Conceito. Para adicioná-lo à sua estante no Skoob, clique aqui.  

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

2013: o ano do bicentenário de "Orgulho e Preconceito"

por Maria Clara

Entre os livros escritos pela inglesa Jane Austen, como "Emma" e "Razão e Sensibilidade", talvez o mais famoso seja "Orgulho e Preconceito". Ao longo dos anos, o romance foi publicado por diversas editoras, além de inspirar adaptações para a televisão e o cinema. Esse ano, comemora-se o bicentenário da primeira publicação da obra, lançada em 1813.
 
"Orgulho e Preconceito" narra a história de Elizabeth, uma das cinco filhas da família Bennet. Assim como suas irmãs, ela tem que conviver com a obsessão da mãe em promover casamentos com rapazes ricos - a diferença é que a protagonista afirma que só se casará por amor.

Quando uma casa das redondezas é alugada por Mr. Bingley,  a família Bennet passa a se movimentar em torno de um possível casamento entre o recém-chegado e Jane, irmã mais velha de Elizabeth. Com ele, vem também William Darcy, cuja personalidade desagrada Elizabeth profundamente - desnecessário dizer que, mesmo com as diferenças, eles formarão um casal.

Na minissérie da BBC, em 1995, Colin Firth era William Darcy

É com esse enredo que Austen mostra uma visão sobre o casamento, diferença entre classes e mesmo o poder feminino de não escolher um marido baseando-se apenas em convenções sociais. A protagonista tem opiniões não só sobre o tipo de homem que pretende ter como marido, mas também sobre os relacionamentos das irmãs.

É óbvio que, depois de duzentos anos, a sociedade já está bem diferente da época em que o livro foi publicado. Mesmo assim, é possível se identificar com alguns personagens, como Elizabeth, uma de suas irmãs, sua amiga Charlotte e, por que não, com William Darcy. Graças a isso, o romance chegou a 2013 como uma das histórias de amor mais conhecidas, e com uma autora prestigiada em todo o mundo. Um clássico da literatura que ainda deve fazer sucesso por várias outras gerações.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...